terça-feira, 27 de abril de 2010

'Nas Mãos do Oleiro"


“O Senhor tem falado ao meu coração sobre a importância da adoração a Ele em nosso cotidiano. Louvar ao Senhor no quarto, ao cozinhar, ao fazer a faxina, ao cuidar dos filhos, ao buscar as crianças na escola… É se tornar uma verdadeira adoradora em Espírito e em verdade. É algo que vai muito além de louvar nas plataformas ou púlpitos”

Em Jeremias 18: 1-6, observamos que Jeremias foi um homem capaz de enxergar Deus nas mais simples atividades. “Um sermão é eficaz quando o pregador sofreu primeiro aquela palavra no seu interior. É com a consolação que fomos consolados que podemos consolar o outro”. A passagem bíblica sobre o oleiro ilustra bem uma matéria prima citada por Deus em Gênesis: o pó. “A primeira vez que Deus como oleiro modelou alguma coisa com suas próprias mãos foi quando fez Adão”, o pó, o barro em si, não tem valor material algum, o valor está no trabalho do artista que faz o trabalho e agrega valor a ele. “O ser humano é a obra prima de Deus. O artista, o oleiro, quando vai fazer sua criação ele inicia um projeto. Ele não faz nada por acaso, cada etapa do processo tem uma razão de ser, e se não for bem feito, haverá resultados drásticos no final. Porém, se o oleiro for cuidadoso em cada etapa o resultado será um vaso lindo, pronto para ser usado. “Deus sempre olha para a substância informe e sem valor, e visualiza no que pode se tornar em Suas mãos”.


A primeira fase é a limpeza do barro. Nesse processo, o oleiro utiliza um elemento muito importante, a água. O barro pode estar duro, e somente a água do Espírito Santo poderá amolecer, tornar esse barro maleável. Há referências bíblicas que falam sobre o fluir das águas (João 4 e João 7) na vida de uma pessoa. “O barro – mistura da água com o pó da terra – é o Espírito Santo e a Palavra, não há como vivermos sem esses elementos. A água do espírito amolece o nosso coração que antes era duro”,


“O oleiro começa a bater no barro para que a água entre em cada parte dele. Há áreas da nossa vida que ainda não receberam a água, é preciso que o oleiro (Deus) bata um pouco mais até ele ter certeza que a água se espalhou por todo o barro. Algumas vezes o oleiro joga o barro no chão, é preciso dentro deste processo. O Senhor quer que todos os nossos sonhos e projetos, todas as áreas da nossa vida sejam regadas”.


É nessa fase que o oleiro começa a arrancar cada sujeira, cada pedra que está dentro das pessoas (o barro). “Deus, o oleiro, vai batendo no barro, fazendo buraquinhos e vai com uma pinça lá no fundo e tira as pedrinhas. É o pecado, é a nossa velha maneira de ser, as nossas manias. O barro estava acostumado com aquelas pedrinhas, elas nem incomodavam mais ele. Mas o oleiro tem que tirar toda a sujeira. Depois de bater, abrir e limpar ele bate no barro de novo. Dessa vez para tirar as bolhas de ar. Ele precisa que todos os vazios sejam preenchidos. Sabe aquele vazio que você sente? Tem que ser preenchido pela perfeição de Deus”.




A preparação do barro pode ser um processo lento e doloroso. “Se o processo de limpar, amassar e bater no barro não for tão perfeito o vaso corre um grande perigo. No momento de ser levado ao forno se o vaso não estiver bom ele quebra e pode quebrar todos os vasos que estão ao redor dele.”


Com o barro limpo ele precisa estar centralizado, alinhado com a roda. Deus tem uma velocidade e uma direção, no centro da vontade Dele. “Quero dançar ao som da música do céu, e responder ao teu chamado. Quero avançar quando tua nuvem se mover, obedecer ao teu compasso”, esse trecho da música “som do céu”, Ilustra essa situação. No momento que o barro já está na velocidade certa o oleiro começa a rasgar o barro. Ele sofre uma grande pressão das mãos do oleiro para começar a tomar forma. A pressão mais forte sofrida pelo barro é interna. “Assim é a nossa vida, a pressão do Senhor sobre nós, o agir Dele começa de dentro para fora”. Chega o tempo que o vaso começa a receber uma forma, nesse momento, o vaso começa a ficar robusto, e o oleiro vem e começa a quebrar as beiradas dele. “Está trabalhando na boca do vaso. Meus irmãos, quando o vaso ‘pensa’ que já está pronto, o oleiro vem com uma faca de madeira e tira todo excesso do barro. A faca de madeira me faz lembrar da cruz. É na cruz que lidamos com os nossos excessos. Carregamos muita coisas desnecessárias. Deus quer que você olhe as coisas e entenda o que Ele está falando”. A importância de entender o processo do oleiro é a “essência” da mensagem. Jeremias foi levado à casa do oleiro, e naquele trabalho braçal, compreendeu como Deus trabalha na vida das pessoas. “Vamos cortando todos os excessos. Leve isso para o seu cotidiano, Deus quer tirar os excessos de sua vida, a começar pelo que parece simples aos seus olhos. As vezes pensamos que estamos perdendo ao tirar os excessos, e depois entendemos que ficou muito melhor.” Em todo o processo o oleiro não tira os olhos do barro. Se ele não prestar atenção o vaso quebra, estraga, cai. “Você acha que o oleiro joga o vaso fora? Não. O oleiro não desiste do barro. Ele resolve aquele problema e vai começar tudo de novo”. Depois de moldado o vaso vai para um tempo de descanso. Para secar, ficar rígido e forte. Neste isolamento ele não pode se encostar em nenhum outro vaso. No tempo de retiro o vaso está ficando forte, porém, é nesse momento que ele pode rachar. “Para consertar o vaso rachado o oleiro usa uma barrela – a mistura do barro que é o Espírito e a Palavra, com água, vinagre e sal. Vejo essa barrela como uma outra pessoa entrando em nossas vidas para sarar as rachaduras. A confissão dos pecados é importante, e você fará isso com aqueles que olham nos nossos olhos. Deus usa pessoas para nos sarar. A Bíblia diz que quem confessa Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e purificar de toda injustiça”. Mesmo se estiver no final do processo, se o vaso não for consertado o oleiro quebra o vaso em vários cacos e começa o processo todo de novo. Se ele não rachar, será levado ao fogo. “O fogo na Bíblia é figura de provação, refinamento. A prova final é a prova de fogo. Quem não for aprovado, vai ser lançado fora. O vaso que passar pelo fogo será enfeitado, adornado ou pintado. Glória a Deus”.

Se deixe ser moldado por Deus. Nas mãos do Oleiro.


Por Ana Paula Valadão Bessa – Disponível e: www.diantedotrono.com.br

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